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X BIENAL DE ARQUITETURA DE SÃO PAULO


R$ 84,00
Esta edição de Monolito é o catálogo da X Bienal de Arquitetura de São Paulo – Cidade: Modos de Fazer, Modos de Usar. O evento realizado pelo IABsp elegeu o ambiente urbano como espinha dorsal. Liderados por uma curadoria interestadual – em São Paulo, Guilherme Wisnik e Ligia Nobre (editores convidados desta Monolito), e no Rio de Janeiro, Ana Luiza Nobre –, o evento só foi possível graças a um sem-número de colaboradores, desde os participantes das discussões iniciais, passando pela jovem equipe de arquitetos, de pesquisadores ou fotógrafos.

"Fazer ou não fazer a X Bienal de Arquitetura de São Paulo no final de 2013? Essa era uma das mais importantes decisões a ser tomada pelo grupo que assumiu o IABsp em janeiro de 2012. Sabíamos da fragilidade financeira e institucional da entidade naquele momento. Sabíamos também da perda de prestígio que o evento vinha sofrendo havia muitos anos. Considerávamos, no entanto, que a realização da Bienal era a melhor maneira de estruturar uma renovação do lugar social do instituto e da própria arquitetura no Brasil, e mais particularmente em São Paulo. Assim, foi formado um grupo para discutir as ações culturais do IABsp, das quais a Bienal seria o carro-chefe. Vimos logo que havia um diagnóstico comum: essa hipotética Bienal teria que estabelecer diálogo com um público amplo, e não apenas com a comunidade de arquitetos. Para tanto, o horizonte de discussão seria a cidade, e não o edifício isolado. E a maneira de apresentação dos trabalhos deveria ultrapassar as formas tradicionais de representação arquitetônica, passando a incluir trabalhos artísticos, como vídeos, instalações ambientais e performances, além de ações no espaço urbano, tanto de exploração espacial da cidade quanto de ativismo político. Formado não apenas por membros do IABsp, esse grupo foi composto por Luís Antônio Jorge, Luís Felipe Abbud, Luís Pompeo, Luiz Florence, Marcelo Morettin, Martin Corullon, Rafael Brych e Rafael Urano Frajndlich, além de mim.
 
 
A nossa avaliação era a de que devíamos, sim, investir energia em fazer a Bienal: uma mostra menor, mais enxuta e contundente enquanto argumento e forma de apresentação – note-se que os aproximadamente 12 mil metros quadrados ocupados no total por essa exposição representam, grosso modo, 1/2 da área expositiva do Pavilhão da Bienal. Tornei-me curador dessa edição da Bienal por decisão do próprio grupo, ratificando um desejo do presidente do IABsp, José Armênio de Brito Cruz. Logo em seguida, procuramos a arte3 para compor o time. Pois, mais do que uma pessoa ou empresa que fizesse simplesmente a produção, precisávamos de alguém com o conhecimento de eventos complexos e que conseguisse estruturar equipes com pouca experiência na área. E Ana Helena Curti, além dessas qualidades, demonstrou logo um enorme entusiasmo com o projeto, envolvendo-se de forma integral (e quase suicida) nele. Desde que a Bienal de Arquitetura perdeu o vínculo com a Fundação Bienal de São Paulo, em 2009, tornando-se uma atribuição exclusiva do IABsp, perdeu não apenas o lastro institucional que a vinculava ao Pavilhão da Bienal e à história das bienais de São Paulo, mas também a equipe de produção que a realizava, com toda a sua expertise técnica. Portanto, era preciso reinventá-la desde a base. E a arte 3 foi o bloco de fundação e o pilar que permitiram esse processo." (trecho de "Modos de Processar", de Guilherme Wisnik)
 
 
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A Bienal de Arquitetura é uma atribuição do Instituto de Arquitetos do Brasil há quase 40 anos. Essa tarefa foi delegada e assumida desde a primeira edição pelo departamento estadual de São Paulo. Em 2012, o IABsp abraçou a missão com a convicção de que os arquitetos não poderiam se ausentar da discussão pública no momento pelo qual o país passa.
 
Depois de décadas de crises, vivemos um período no qual os recursos para investimentos existem e se concretizam em obras, o que demanda uma posição firme dos arquitetos no que tange à construção de nossas cidades. Assim, a ação da arquitetura na qualificação do processo de construção do país é cada vez mais necessária. (trecho de "Uma bienal em rede", de José Armênio de Brito Cruz)


COLABORADORES

Ana Helena Curti

Produtora à frente da arte3, assumiu a direção geral do evento junto com José Armênio. Com a experiência de coordenação de inúmeras bienais de arte, conseguiu tornar viável essa rede de exposições e ações.

Carol Tonetti + Luís Felipe Abudd

Arquitetos responsáveis pelo projeto expográfico dos espaços, combinaram andaimes metálicos, painéis de madeira e chapas de telha ondulada, aludindo a elementos da construção civil.

Guilherme Wisnik

Curador geral da X Bienal de Arquitetura de São Paulo, assumiu o desafio de mudar o formato físico, conceitual e logístico do evento, criando uma bienal em rede voltada à discussão da mobilidade urbana.

José Armênio de Brito Cruz

Como presidente do IAB/SP ele tinha duas missões: recuperar a relevância da Bienal e o brilho histórico da sede da entidade. Dois coelhos caíram numa cajadada: ele abriu o evento na noite em que o governo estadual anunciou apoio ao restauro.

Ligia Nobre

Curadora adjunta da X Bienal de Arquitetura de São Paulo, transita no universo da fronteira entre arte e arquitetura contemporânea, construindo vínculos entre a ação artística e a participação comunitária.


SUMÁRIO

Textos
Apresentação: "Uma bienal em rede", de José Armênio de Brito Cruz
Depoimento: "Modos de processar", de Guilherme Wisnik

Rede Bienal
Modos de Agir, Centro Cultural São Paulo
Modos de Habitar, Museu da Casa Brasiliera
Modos de Fluir, Praça Victor Civita
Modos de Encontrar, Estação Paraíso do metrô
Modos de Atravessar, Museu de Arte de São Paulo
Modos de Negociar, Associação Parque Minhocão
Modos de Ser Moderno, Centro Universitário Maria Antonia
Modos de Colaborar, Sesc Pompeia


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