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ANUÁRIO 2013


R$ 84,00
“Em arquitetura, um ano é uma abstração.” A frase dita por um editor dá o tom da dificuldade de mapear a produção arquitetônica de 365 dias. Afinal, diferente de outras manifestações culturais, quando o assunto é arquitetura há dificuldade em precisar a data exata de uma obra. Será a de sua criação, a do desenvolvimento ou a da inauguração? E quando ela é inaugurada mas não ocupada? E quando a obra é ocupada sem ser inaugurada? Seja como for, o desafio desta edição é mapear a arquitetura brasileira, criando o anuário 2013.

1º de março. O Museu de Arte do Rio (MAR) abriu para o público. Vinte dias antes, quando a abertura parecia inacreditável, eu disse para Paulo Jacobsen, autor do projeto com Thiago Bernardes e Bernardo Jacobsen: “Sobe, Cecedo: se você não subir, não subirá nunca mais”. O argumento foi decisivo para convencê-lo a andar sobre a laje ondulada. Afinal, quem enfrentou as ondas do Arpoador com uma prancha de madeirite não poderia ter medo de surfar no alto do museu. As ondas de concreto são a marca registrada do MAR e respondem ao desafio de unificar dois prédios existentes e vizinhos, com características diversas. O mais antigo é Palacete D. João 6º, de 1916; o outro é o antigo hospital da Polícia Civil, da década de 1940. (trecho de "Sete obras e 365 dias", de Fernando Serapião)
 
 
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Era uma das inúmeras manhãs de sol, céu azul sobre os morros que acompanham o Vale do Paraíba. Na Barra Bonita, após um café da manhã finalizado com uma sugestão de meu avô Juca (como o conheci), uma gemada na xícara com gotas de café, cada um foi vestir seu traje de sol e andamos pelo gramado.
 
À nossa frente, a frondosa seringueira, com sua grande copa. A piscina azul à direita, palco de muita diversão, com o totem de madeira esculpido por Adão Pinheiro, artista de Olinda. (trecho de "Missão 'impossível'", de Rodrigo Mindlin Loeb)
 
 
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Em época de crise total de conforto urbano, fruto da falência do modelo de cidades pautado pelo automóvel e pela desigualdade social, nada mais lógico – e impositivo – do que retomar a agenda do urbanismo e da arquitetura; voltar a pensar em por que construímos cidades e que cidades queremos construir – por que, como e para quem?
 
As leis, regras e normas criadas para forjar e controlar as cidades não mais garantem a qualidade do espaço urbano, não mais garantem o conforto urbano necessário para a plenitude da vida, que é a convivência entre os citadinos. (trecho de "Sonhos não envelhecem", de Marcelo Ferraz)
 
 


COLABORADORES

Lauro Rocha

Formado em arquitetura na Escola da Cidade, Rocha dedica-se à fotografia, com especial interesse em arquitetura. Para esta edição de Monolito, fez um ensaio sobre a vida no Jardim Edite.

Leonardo Finotti

Entre as imagens de Finotti nesta edição destaca-se o ensaio da Biblioteca Brasiliana: ali, as obsessões geométricas do fotógrafo entram em sintonia fina com a rígida modulação da obra.

Marcelo Ferraz

Em artigo para esta edição, o sócio do escritório Brasil Arquitetura aproxima o desenho da Praça das Artes à proposta para o Anhangabaú que Lina Bo Bardi desenvolveu há mais de 30 anos.

Nelson Kon

Vencedor do prêmio APCA 2013 na categoria foto de arquitetura, Kon fez um registro da construção da Praça das Artes, destacado em ensaio nesta edição – além de quatro projetos publicados.

Rodrigo Mindlin Loeb

Autor da Biblioteca Brasiliana Mindlin (em parceria com Eduardo de Almeida), Loeb rememora em artigo publicado nesta Monolito a relação de seu avô com os livros e a vida.


SUMÁRIO

Textos
Diário: "Sete obras e 365 dias", de Fernando Serapião
Depoimento: "Missão 'impossível'", de Rodrigo Mindlin Loeb
Artigo: "Sonhos não envelhecem", de Marcelo Ferraz

Ensaios fotográficos
Lauro Rocha, Leonardo Finotti, Nelson Kon

Obras selecionadas
Brasiliana USP (2001/2013), São Paulo, Eduardo de Almeida e Rodrigo Mindlin Loeb
Praça das Artes (2006/2013), São Paulo, Brasil Arquitetura e Marcos Cartum
Casa Pico (2008/2013), Lugano, Suíça, SPBR Arquitetos
Jardim Edite (2008/2013), São Paulo, MMBB Arquitetos & H+F Arquitetos
Box 298 (2009/2013), São Paulo, Andrade Morettin
Museu de Arte do Rio (2010/2013), Rio de Janeiro, Bernardes + Jacobsen Arquitetura
Crea/PB (2010/2013), Campina Grande, PB, Mapa (Maam + Studio Paralelo)


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