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TRIPTYQUE


R$ 89,00
Em 15 anos de trajetória, o escritório franco-brasileiro Triptyque chamou a atenção da cena arquitetônica nacional produzindo obras experimentais e criativas, premiadas no Brasil e no exterior. Se o trabalho da equipe começou ao ritmo da música elétrica, conectado aos universos da moda e da fotografia, o amadurecimento arquitetônico ocorreu quando as raízes se aprofundaram no fértil solo tropical.

“Esta é a paarte ruuim”, avaliou Guillaume Sibaud, denunciando sua origem francesa ao arrastar as vogais no fundo da garganta. Conhecido pelo diminutivo, Gui tem 41 anos, mesma idade de seus sócios franceses. A camiseta preta e a calça cinza genéricas contrastavam com galicismo aflorado nas extremidades: em baixo, sapato social preto de bico fino; e em cima, cabelo espetado nas têmporas com o auxílio do travesseiro.
 
Caía a tarde da última sexta-feira antes do Natal de 2014 e o expediente estava encerrado desde o almoço na sede brasileira da Triptyque, escritório de arquitetura que ele dirige com três sócios. Os computadores foram desligados para a festa de confraternização de fim de ano no jardim da matriz, uma casa de 400 metros quadrados no coração do Jardim Europa, um dos bairros mais chiques de São Paulo. Quanto mais abaixava a temperatura da cerveja e do champanhe francês, mais subia os termômetros das brincadeiras entre os funcionários imberbes. (trecho de “Os fanfarrões da bôzarts”, de Fernando Serapião)
 
 
 
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Tropicalis Universalis é uma coleção de expressões e práticas diversas, que manifestam uma nova sensibilidade. O movimento tropicalista surge no começo do século 21 nas grandes regiões metropolitanas situadas entre os trópicos de Câncer e Capricórnio. Ele é a expressão de um novo modus vivendi, de uma nova relação com o real, um novo modo de pensar a construção, a arte, a arquitetura e objetos materiais. Uma nova condição urbana. (trecho de “Tropicalis Universalis”, Triptyque)
 


COLABORADORES

Fernando Serapião

O editor da Monolito inebriou-se com a fanfarra do quarteto enquanto se preocupava com a matemática, se equilibrava com a barriga cheia de bisteca milanesa e sentia um chicote no peito, que lhe levou a estima na chegada da primavera.

Leonardo Finotti

As curvas exuberantes da pele do Colômbia e as transparências do Leitão – e as imagens das maquetes do Morland e de algumas das criaturas da Triptyque – foram filtradas pelo olhar de Finotti antes de ganhar as páginas desta edição.

Pedro Kok

Da quietude da Groenlândia à energia do Red Bull, as fotos de Kok publicadas nesta Monolito revelam extremos. Elas também difundem as figuras humanas: é dele os retratos que abrem o perfil, tanto do quarteto quanto da equipe.

Ricardo Bassetti

Revelando a exuberância tropical da vegetação do Harmonia, as imagens de Bassetti estampam a capa e o miolo da edição. Formado em desenho industrial, ele abraçou a fotografia, especializando-se em arquitetura e interiores.

Tuca Vieira

A tempestade tropical está nas entrelinhas deste número mas são reveladas em todas as cores na imagem de Tuca Vieira que abre o manifesto escrito pela Triptyque em 2012 e aqui publicado pela primeira vez.


SUMÁRIO

Textos
Perfil: Os fanfarrões da bôzarts, de Fernando Serapião
Manifesto: Tropicalis Universalis, Triptyque

Obras selecionadas
Colômbia 325 (2005/2007), São Paulo
Harmonia 57 (2007/2008), São Paulo
Leitão 653 (2007/2012), São Paulo
CDHU (2010), São Paulo
Groenlândia (2010/2014), São Paulo
Red Bull Station (2011/2013), São Paulo
Ouvidor (2011/2013), Fortaleza
Beton Hala Waterfront Center (2011), Belgrado
RB 12 (2013/2015), Rio de Janeiro
Arapiraca (2012/_), São Paulo
Midiateca (2012/2015), Osny, França
Arco Tietê (2013), São Paulo
Morland (2015), Paris
Caju (2015), Rio de Janeiro


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