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GUI MATTOS


R$ 89,00
Em três décadas de arquitetura, Gui Mattos evoluiu como poucos profissionais do setor. Na praia de Camburi, onde morou na juventude, ele surfava de manhã e construía casas de madeira à tarde. O cutback veio com o retorno para São Paulo, onde nasceu: instalou-se na capital e passou a criar ambientes contemporâneos. Nos últimos 15 anos, ele silenciosamente atingiu a maturidade profissional associando a essência de seus mestres: uniu a tectônica do baiano Zanine Caldas a luz, percursos e texturas do mexicano Ricardo Legorreta.

“Você se lembra deste azão, Gui?”, perguntou o professor da Faculdade de Arquitetura de Santos apontando a enorme letra A pintada com tinta automobilística. “Lembro, lembro…”, respondeu Gui Mattos, balançando a cabeça, manifestando intimidade com a escultura que adorna a entrada da escola. No início daquela noite de outubro passado, aos 53 anos de idade, Mattos regressava pela primeira vez ao prédio no Boqueirão onde estudou arquitetura.
 
 
Se o shape do mamute com fachada pré-moldada da instituição parecia congelado no passado, as mudanças no visual do arquiteto eram perceptíveis: a cabeça raspada denunciava a calvície avançada e o jeans com camisa polo substituía o chinelo, bermuda e camiseta surrada da juventude. O que varia no seu traje cotidiano é a cor da camisa; escolhou o branco para essa noite em que palestraria no encontro anual organizado pelos alunos. O aniversário de 45 anos do curso estimulou o corpo docente a ajudar eleger os pratas da casa. Na época de estudante, os contemporâneos de Mattos o rotulavam com adjetivos pouco lisonjeiros, como “turista” ou “surfista”; agora, ele retornava para o evento como um dos mais notáveis arquitetos com diploma santista. (trecho de “O silencioso cutback”, de Fernando Serapião)
 
 
 


COLABORADORES

Alain Brugier

Nascido em Aveyron, na França, Brugier mora no Brasil há mais de 20 anos. Fotógrafo especializado em arquitetura, ele registrou, por exemplo, a casa de Camburi, a primeira de Gui Mattos.

Ana Ottoni

Responsável pelo retrato de Gui Mattos que abre o perfil desta edição de Monolito, Ana conheceu o arquiteto na adolescência e o reencontrou quando fez a imagem.

Fernando Serapião

O editor da Monolito seguiu os passos de Gui Mattos durante o mês de outubro, visitando suas primeiras casas e o ambiente universitário santista onde ele estudou arquitetura.

Fran Parente

Paulistano, Parente é fotógrafo de arquitetura baseado em Nova York. Suas imagens mostram extremos da obra de Mattos: da neve (e ski) em Aspen ao calor (e kitesurfe) no Ceará.

Leonardo Finotti

Baseado em São Paulo, ele acaba de ser premiado na Bienal de Arquitetura de Buenos Aires. É dele a foto da capa, da residência Conchas, com sua filha Mariana entre as pedras.


SUMÁRIO

Texto
Perfil: O silencioso cutback, de Fernando Serapião

Obras selecionadas
Residência Camburi I (1988/1989), São Sebastião, SP
Rancho do Peixe (2003/2005), Cruz, CE
Residência Quinta da Baroneza I (2004/2007), Bragança Paulista, SP
Residência Colorado (2004/2006), Snowmass, Colorado, EUA
Edifício 4×4 (2006/2008), São Paulo
Residência Laranjeiras VIII (2007/2009), Paraty, RJ
Módulo Bruxelas (2008/2012), São Paulo
Haras Avaré (2008/_), Avaré, SP
Residência Laranjeiras IX (2010/2013), Paraty, RJ
Residência Quinta da Baroneza VII (2010/2015), Bragança Paulista, SP
Edifício Une (2010/2016), São Paulo
Residências da Mata (2011/2013), Porto Feliz, SP
Residência Boa Vista III (2011/2014), Porto Feliz, SP
Residência Boa Vista IV (2011/2014), Porto Feliz, SP
Residência Conchas (2012/2015), São Sebastião, SP


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